Reabertura das escolas após a pandemia

Atualizado: Jun 29


O fechamento das escolas em resposta à pandemia do COVID-19 nos coloca frente a uma experiência sem precedentes na educação que nos compele a avaliar os riscos para a aprendizagem, segurança e bem-estar físico e emocional de crianças e adolescentes.


O que sabemos é que a interrupção (mesmo que parcial) de serviços relacionados à educação gera consequências a longo prazo para a sociedade, sendo o aumento da desigualdade, a piora nos índices gerais de saúde e o aumento do abandono e da evasão escolar alguns desses efeitos. Portanto, faz-se urgente que o setor público e profissionais em posição de liderança se posicionem por meio de ações fundamentadas

frente o retorno às aulas presenciais.


Para auxiliar em tal processo, a tabela abaixo apresenta um modelo que pode servir de subsídio para os gestores escolares no processo de tomada de decisões e de ações na reabertura do espaço escolar. Porém, para utilizá-la, considere que as diferentes realidades que existem no país exigem contextualização e adaptações contínuas para que se atenda às

necessidades de aprendizado, saúde e segurança de cada estudante.


ANTES DA REABERTURA DA ESCOLA


Prepare-se buscando conhecer as principais políticas públicas do país, as recomendações e os recursos necessários para a abertura da escola, com foco em medidas de segurança e no fortalecimento de práticas de aprendizagem remota.


Forneça orientações claras e que estejam alinhadas à recomendações oficiais do país quanto a reabertura das escolas. A abertura da escola pode ser progressiva, começando, por exemplo, pela retomada das atividades em alguns dias da semana ou exclusiva para determinadas séries.


Desenvolva protocolos com informações simples de serem compreendidas pela comunidade escolar. Inclua recomendações sobre distanciamento físico, atividades que estão proibidas, como será o procedimento de chegada e saída da escola e qual será a

quantidade de alunos por turma.


Desenvolva protocolos detalhados sobre medidas de higiene, incluindo informações sobre como lavar as mãos corretamente, recomendações sobre como tossir e espirrar de forma a minimizar os riscos de contágio, e como utilizar máscaras de proteção corretamente.


DURANTE O PROCESSO DE REABERTURA DA ESCOLA


Adote abordagens proativas para reintegrar os estudantes em situação de vulnerabilidade social e todos os que estavam afastados da escola.


Invista em medidas de higiene para diminuir os riscos de contaminação.


Os gestores educacionais devem fortalecer os mecanismos de comunicação que promovam o diálogo e o envolvimento com a comunidade escolar.


Treine funcionários administrativos e professores na implementação de práticas de distanciamento físico e de higiene. A equipe de limpeza também deve ser treinada e estar equipada com itens de proteção individual, na medida do possível.


Forneça aos coordenadores escolares orientações claras para estabelecer procedimentos caso os alunos ou funcionários se sintam indispostos e/ou apresentem sintomas. As orientações devem incluir como monitorar a saúde de estudantes e funcionários, mantendo contato regular com profissionais da área da saúde.


Garanta que haja espaço para separar temporariamente estudantes e funcionários doentes sem criar estigma.


Compartilhe os protocolos de volta às aulas da escola com funcionários, pais e alunos, inclusive aconselhando a todos os alunos e funcionários que caso fiquem doentes, permaneçam em casa.


Incentive práticas de higiene em todos os níveis e para todos os funcionários da escola, com ênfase na lavagem das mãos e na etiqueta respiratória.


Implemente programas de apoio ao aprendizado para auxiliar os alunos que necessitem, especialmente com foco em alfabetização e em matemática.


Cuidados com os alunos mais vulneráveis: sempre que possível, facilite o ingresso ou a rematrícula dos estudantes que se afastaram da escola.


QUANDO A ESCOLA ESTIVER FUNCIONANDO DE FORMA PRESENCIAL


Monitore ativamente a saúde física e mental de seus alunos, mantendo o foco na promoção de bem-estar.


Adapte os recursos de educação remota para o ensino híbrido (que combina metodologias online e presenciais)


Transmita informações claras, confiáveis e precisas sobre a transmissão da COVID-19 e sobre os métodos de prevenção.


Desenvolva um modelo de tomada de decisão para fechar e reabrir a escola devido ao ressurgimento da transmissão na comunidade.


Enfatize a importância da mudança de comportamento para toda a comunidade escolar aumentar a intensidade e a frequência de práticas de limpeza e de desinfecção.


Incentive o uso de álcool gel para desinfetar as mãos e, quando recomendado pelas autoridades nacionais de saúde, enfatize a importância do uso adequado de máscaras de proteção. As informações sobre higiene devem estar amplamente disponíveis e

acessíveis, inclusive em braille e em linguagem acessível para crianças.


Invista em recursos e em ferramentas de aprendizagem remota para:

1) preparar a escola para possíveis ciclos futuros de interrupção das aulas presenciais;

2) fortalecer o processo de ensino e aprendizagem quando a escola estiver fechada; e

3) possibilitar um modelo misto de ensino em que a escola esteja funcionando parcialmente.


Inclua maior verba para capacitação e treinamento de professores.


Adapte os recursos de educação remota para o ensino híbrido (que combina metodologias online e presenciais)


Implemente métodos inovadores de apoio ao professor, como desenvolvimento profissional online, treinamento ou uso de tutores. Esses métodos também podem ser integrados aos

treinamentos formais de professores antes e durante o trabalho.


Considere dispensar avaliações menos importantes a fim de concentrar recursos naquelas de maior importância, levando em consideração o distanciamento físico e outros requisitos de saúde.


Compartilhe informações claras, concisas e precisas sobre a COVID-19.


Divulgue informações sobre medo e ansiedade e promova estratégias de autocuidado não apenas para os alunos e suas famílias, mas também para os professores e outros funcionários da escola.


Fortaleça o sistema de rede de profissionais de

saúde próximos da escola.


Garanta que os materiais, plataformas de aprendizado, informações, serviços e instalações sejam acessíveis a pessoas com deficiência.


As informações e comunicações sobre saúde devem estar disponíveis em vários formatos acessíveis, inclusive para pessoas com deficiência auditiva ou visual.


Complementando as informações trazidas acima, uma nota técnica produzida pelo Todos pela Educação apontou algumas estratégias de combate ao abandono e à evasão escolar pós isolamento social que vão além do apoio emocional aos estudantes. Algumas delas incluem:


- realização de diagnósticos frequentes para detecção precoce do desengajamento dos alunos com maior risco de evasão;

- comunicação com os pais e responsáveis sobre os novos protocolos de limpeza e proteção à saúde que serão adotados nas escolas, para certificá-los de que é seguro que os alunos retornem aos estabelecimentos de ensino; e

- busca ativa dos alunos que já evadiram ou abandonaram a escola, por meio de diversas estratégias que podem ser potencializadas pela integração entre os bancos de dados da Educação, da Saúde e da Assistência Social.




Há uma frase muito difundida nas redes sociais que se aplica bem a esta necessidade: cuidar de quem cuida.


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