A questão da informação

Atualizado: Jun 29

Manter-se informado é uma questão fundamental nesse período. Compreender o sentido do isolamento social, conhecer os sinais e sintomas da doença e as estratégias de cuidado para reduzir o risco de contágio e transmissão, assim como ter informações sobre as

medidas governamentais de suporte financeiro auxiliam no combate ao coronavírus e reduzem os riscos de aumento do estresse. Porém, alguns cuidados devem ser tomados.


1.

Devido ao aumento do estado de alerta que muitas pessoas vêm apresentando, da quantidade enorme de notícias a respeito da pandemia, e do fato de estarmos dentro de casa com mais disponibilidade para acessar os meios de comunicação, muitos de nós têm vivenciado mais estresse com tamanha quantidade de informação. Procure identificar se isso está acontecendo. Se estiver:

- Reduza a exposição a este tipo de conteúdo. Selecione quais seus jornais, revistas, canais de youtube e programas de televisão prediletos, e tente ater-se a eles.

- Faça pausas ao assistir, ler ou ouvir notícias.

- Tente se envolver em atividades agradáveis e rotineiras, como os cuidados com a sua casa, verificando se há atualizações das informações apenas durante os intervalos que surgirem.


2.

A priorização de informações negativas por parte da imprensa associada ao isolamento pode levar as pessoas a desenvolverem uma percepção mais assustadora do que está acontecendo fora de casa, causando um estado de estresse ou angústia exacerbados. Aqui novamente se aplica a orientação de cuidado com os excessos de informação. Compreenda que esse tipo de notícia, além de informar, tem a função de conscientizar a população sobre a importância das medidas de cuidado, portanto, são notícias necessárias. Além disso, tente diversificar o que assiste, buscando enfoques positivos ou outros tipos de conteúdo.


3.

Lidamos com uma quantidade enorme de informações inconsistentes, não verdadeiras ou conflituosas. Estudos demonstraram que falta de informações consistentes por parte das autoridades de saúde pública (como falta de diretrizes de cuidado claras e confusão sobre os objetivos de quarentena) elevou os níveis de estresse em diversas ocasiões de quarentena 1-6. Por isso, tente sempre se manter atualizado prestando atenção à procedência das notícias com as quais você tem contato e, de preferência, recorra a fontes

notoriamente confiáveis de informações, como as autoridades governamentais.


Algumas dicas são:

Site do Ministério da Saúde do Brasil

https://coronavirus.saude.gov.br

Site das Nações Unidas (em português)

https://nacoesunidas.org/tema/coronavirus


Estes são períodos em que notícias sensacionalistas (que questionam a existência da pandemia e seus impactos ou que enaltecem medicações milagrosas e vacinas que ainda não foram desenvolvidas, por exemplo) tendem a surgir e se disseminar muito rápido, com o advento de ferramentas como o Whatsapp. Possivelmente isso acontece porque as pessoas estão inseguras, desinformadas e ansiosas para que esta situação se resolva

rapidamente, passando a tomar como verdade informações que “simplificam as coisas”. Outra explicação é que, frente a tantas informações, as pessoas acabam escolhendo o que é “verdade” ou não, com base em intuição. A questão é que não existem soluções extraordinárias para o que estamos vivendo: elas vão surgir com o tempo (que esperamos que seja breve). Enquanto isso, como já mencionamos, esteja atento à qualidade das informações que você recebe e busque fontes seguras.


Além disso, não propague informações que não sejam francamente confiáveis. Esse tipo de conduta gera incerteza e estresse nas pessoas da sua rede de contatos, o que, por fim, leva ao enfraquecimento do movimento que precisa ser feito para que possamos resolver esse problema juntos. Por outro lado, existem vários relatos ao redor do mundo de que informações falsas podem ser tão perigosas quanto a própria doença, como em casos em que pessoas passaram a ingerir substâncias tóxicas para a prevenção da COVID-19, pois deram ouvidos a informações sem embasamento nenhum. Uma ferramenta que pode ser bastante útil são os sites que avaliam a veracidade de informações sobre a COVID-19.


Iniciativa do Ministério da Saúde do Brasil

https://www.saude.gov.br/fakenews

Iniciativa do Portal de Notícias G1

https://g1.globo.com/fato-ou-fake/coronavirus


Há uma frase muito difundida nas redes sociais que se aplica bem a esta necessidade: cuidar de quem cuida. Clique no botão abaixo e baixe, em primeira mão, o Guia Prático de Saúde Mental em Tempos da Covid-19 pois não há saúde sem saúde mental: #AmeSuaMente.


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